Numa tentativa desesperada de incentivar a leitura entre as crianças e jovens, e após alguma negociação com os portadores dos direitos autorais, o governo brasileiro está relançando alguns clássicos da literatura infanto-juvenil com novas versões, carregadas de aventura, emoção e alguma violência e sexo, por que não? Vamos a elas:
O patinho bombado
Era uma vez um patinho chamado Al. Al Patinho nasceu em um belo lago que uma vez já fora poluído, mas que atualmente estava límpido graças a atuação de uma ONG e um projeto super faturado da prefeitura de sua cidade, coisa normal num passado muito distante (acredite), num país chamado Brasil.
Al Patinho tinha problemas, não era um patinho feliz. Fruto de uma gravidez indesejada não teve acompanhamento médico em sua gestação e, como sua mãe fumava e bebia, acabou nascendo muito pequeno e fraco, sendo muito menor que todos os outros patinhos "beibes" daquele límpido lago na época em que nasceu.
Sua mãe mal esperou Al sair do ovo e partiu para uma viagem junto com uns "hippies" em uma Kombi toda decorada com vários símbolos hippies, flores e o escambau, no melhor estilo filme passado nos anos sessenta.
Ao ver que Al não ia sobreviver uma pata vizinha, chamada Mirtes, o adotou e decidiu criá-lo junto com seus próprios filhos: Uóxito, Uélito, Uéslei, Uiliam e Aderbal (esse último exigência do pai, um retrógrado). Foi aí que começaram os problemas de Al. Seus irmãos de criação eram umas malas, na total concepção da palavra. Eles o ficavam provocando, dando "caldinhos" intermináveis nas águas límpidas do lago, o chamando de magrelo, fracote e o diabo a quatro. Al não suportava seus irmãos e vivia isolado e triste.
Um dia Al Patinho leu um folder, como se diz em português, que lhe abriu os olhos. O folder dizia exatamente isso: "Você não aguenta mais os malas dos seus irmãos? Eles vivem lhe provocando? Lhe dando "caldinhos" nas águas de um límpido lago? Lhe chamam de fracote? Magrelo? O diabo a quatro? Comece já o treinamento Be strong now do Professor Juarez! Em apenas seis meses, eu disse, seis meses, malhando apenas dez minutos, apenas dez minutos, por dia você irá transformar esse monte de pena e ossos em músculos definidos e dirá adeus às gozações!"
A primeira coisa que Al fez foi procurar um dicionário de espanhol para descobrir o que significava a expressão "be strong now", a segunda foi ligar para o 0800 indicado no folder e encomendar o equipamento completo do Prof. Juarez, junto com o manual de instruções, além de receber grátis três potes do suplemento alimentar "Giga Massa" e a fita de vídeo. Apenas 99,99 (a moeda você escolhe).
Al dedicou-se totalmente aos treinos, moldou seu tórax até parecer um autêntico chester, seus bíceps e coxas, até parecer um autêntico peru, teve problemas com suas panturrilhas que se negavam a tomar a forma desejada, mas não se abateu, colocando apliques de silicone, trocou os óculos fundo de garrafa por lentes de contato e, aproveitando o embalo, escolheu um modelo que deu uma linda coloração azul aos seus olhos, pegou um bronze, cortou o cabelo em um "hair stylist" de renome nacional, passou a comer várias tigelas de açaí, enfim, mudou de vida.
Hoje ele é respeitado em todo o país, temido pelos seus irmãos, participou da última edição do Pato Brother, foi convidado para ser o cara-bombado-sempre-sem-camisa da próxima novela das sete, está comendo várias galinhas do "chou bisnes" nacional e espantou a crise usando apenas seu suor e lágrimas, além disso está lançando um livro de "personal management" (ele odeia a expressão auto-ajuda) chamado: "Fui um patinho feio, mas dei a volta por cima: a história verídica de um brasileiro que venceu" e se recusou a estrelar um comercial junto com o Professor Juarez, que inclusive não é mencionado no livro.
O patinho bombado
Era uma vez um patinho chamado Al. Al Patinho nasceu em um belo lago que uma vez já fora poluído, mas que atualmente estava límpido graças a atuação de uma ONG e um projeto super faturado da prefeitura de sua cidade, coisa normal num passado muito distante (acredite), num país chamado Brasil.
Al Patinho tinha problemas, não era um patinho feliz. Fruto de uma gravidez indesejada não teve acompanhamento médico em sua gestação e, como sua mãe fumava e bebia, acabou nascendo muito pequeno e fraco, sendo muito menor que todos os outros patinhos "beibes" daquele límpido lago na época em que nasceu.
Sua mãe mal esperou Al sair do ovo e partiu para uma viagem junto com uns "hippies" em uma Kombi toda decorada com vários símbolos hippies, flores e o escambau, no melhor estilo filme passado nos anos sessenta.
Ao ver que Al não ia sobreviver uma pata vizinha, chamada Mirtes, o adotou e decidiu criá-lo junto com seus próprios filhos: Uóxito, Uélito, Uéslei, Uiliam e Aderbal (esse último exigência do pai, um retrógrado). Foi aí que começaram os problemas de Al. Seus irmãos de criação eram umas malas, na total concepção da palavra. Eles o ficavam provocando, dando "caldinhos" intermináveis nas águas límpidas do lago, o chamando de magrelo, fracote e o diabo a quatro. Al não suportava seus irmãos e vivia isolado e triste.
Um dia Al Patinho leu um folder, como se diz em português, que lhe abriu os olhos. O folder dizia exatamente isso: "Você não aguenta mais os malas dos seus irmãos? Eles vivem lhe provocando? Lhe dando "caldinhos" nas águas de um límpido lago? Lhe chamam de fracote? Magrelo? O diabo a quatro? Comece já o treinamento Be strong now do Professor Juarez! Em apenas seis meses, eu disse, seis meses, malhando apenas dez minutos, apenas dez minutos, por dia você irá transformar esse monte de pena e ossos em músculos definidos e dirá adeus às gozações!"
A primeira coisa que Al fez foi procurar um dicionário de espanhol para descobrir o que significava a expressão "be strong now", a segunda foi ligar para o 0800 indicado no folder e encomendar o equipamento completo do Prof. Juarez, junto com o manual de instruções, além de receber grátis três potes do suplemento alimentar "Giga Massa" e a fita de vídeo. Apenas 99,99 (a moeda você escolhe).
Al dedicou-se totalmente aos treinos, moldou seu tórax até parecer um autêntico chester, seus bíceps e coxas, até parecer um autêntico peru, teve problemas com suas panturrilhas que se negavam a tomar a forma desejada, mas não se abateu, colocando apliques de silicone, trocou os óculos fundo de garrafa por lentes de contato e, aproveitando o embalo, escolheu um modelo que deu uma linda coloração azul aos seus olhos, pegou um bronze, cortou o cabelo em um "hair stylist" de renome nacional, passou a comer várias tigelas de açaí, enfim, mudou de vida.
Hoje ele é respeitado em todo o país, temido pelos seus irmãos, participou da última edição do Pato Brother, foi convidado para ser o cara-bombado-sempre-sem-camisa da próxima novela das sete, está comendo várias galinhas do "chou bisnes" nacional e espantou a crise usando apenas seu suor e lágrimas, além disso está lançando um livro de "personal management" (ele odeia a expressão auto-ajuda) chamado: "Fui um patinho feio, mas dei a volta por cima: a história verídica de um brasileiro que venceu" e se recusou a estrelar um comercial junto com o Professor Juarez, que inclusive não é mencionado no livro.
FIM

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