sexta-feira, 29 de junho de 2007

Meu, meu, meu.... primeiro

Acabo de "abrir" a Internet aqui. Pois é, tem gente que entra na internet (mesmo sem caber) tem gente que abre a internet. Estava lá a manchete sobre o novíssimo iPhone, pessoas foram aplaudidas porque haviam sido as primeiras a ter o novo aparelho, aplaudidas!

Pára o mundo que eu quero descer! Eu sei, eu sei, essa notícia é mais uma notícia besta entre as milhares de notícias bestas que lemos, mesmo sem querer, mesmo apenas passando os olhos na página inicial de qualquer saite (como diz o Millor). O mundo é feito de notícias bestas e muitas delas nos fazem querer descer, como quis ali em cima. Muitas notícias, às vezes não tão bestas, me revoltam.

Essa notícia, entretanto, não me revoltou tanto por ser besta, mas sim porque tem um caráter ideológico por trás dela. Até há um tempo atrás vivíamos no mundo do ter, apenas. Hoje vivemos no mundo do ter primeiro. Horas na fila (às vezes dias), brigas, confusões, sofrimento e agora palmas, palmas para quem tem primeiro, mesmo que seja por um dia ou dois. Fico imaginando pequenas sociedades fechadas. Existe um pequeno questi0nário. Tens tal videogaime? Sim. Fostes um dos primeiros a ter? Não. Sinto muito, não podes fazer parte desse seleto grupo. És um pária, um desgraçado.

Qual a razão dessa compulsão? Não sei, mas eu acho que o mundo está muito cheio. As pessoas têm dificuldade em se destacar e as pessoas precisam se destacar. De uma forma ou de outra. Uma resolvem passar vergonha na TV, outras querem ter um blog na internet (auto-crítica sempre é bom), outras querem ser as primeiras a ter. Querem ser ganhadoras, o popular contrário do "loser" americano.

Eu não sei o que o iPhone faz, deve ser alguma coisa boa, mas suspeito que não seja uma coisa tão boa a ponto de fazer falta para mim ou para ti. Sei lá, meu celular serve para falar com as pessoas, ele sempre faz isso quando não está sem bateria. Enquanto um celular não servir para mandar a mim mesmo (ao invés da minha voz) para outro lugar eu não vou achar que existem muitas diferenças entre ele e outros. Será que o iPhone é capaz disso? Do teletransporte? Vou tentar descobrir e depois te conto...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Quem?

Dentre todas as coisas que existem na minha casa a coisa que mais junta pó é o aspirador de pó. Por fora, não estou falando por dentro, dentro é óbvio. Ele é feito para isso. Estou falando por fora. Essa é uma das questões que sempre me intrigou:

Quem tira o pó do aspirador de pó?

Não sei. A julgar pelo pó que se acumula no meu, eu tenho certeza que ninguém. Poderia se imaginar o próprio aspirador de pó sugando esse pó que se acumula sobre ele. Não sei se é possível, aquele emaranhando de tubos e fios, não sei... Mesmo que isso fosse possível eu fico pensando que isso seria, de certa forma, algum tipo de experiência auto-erótica, acho que não pegaria bem.

Qual seria a saída para isso? Comprar outro aspirador de pó? Um sugando o pó do outro, ambos limpinhos? Poderia ser... Quem sabe... Isso ficaria difícil, entretanto, no meu apartamento que é ínfimo. Alguém poderia me sugerir que eu passasse um pano no coitado do aspirador, mas as donas de casa atentas sabem que um simples paninho não elimina o pó, ele apenas o espalha e isso seria mais trabalho para o coitado e poeirento aspirador de pó.

Triste. Triste ironia. É por isso que acho que o eletrodoméstico mais infeliz, o utensílio doméstico mais triste, a parte da casa mais miserável, muito mais do que a privada (que realmente faz um serviço sujo) é o pobre do apsirador de pó. Acho que em outra encarnação eles eram impressoras que viviam travando, eram batedeiras que sempre espirravam farinha, eram geladeiras que viviam congelando, e agora estão pagando em uma nova vida, ser aspirador de pó não é destino, é karma...


quinta-feira, 21 de junho de 2007

Versões (ou não História)

O mundo é feito de histórias, mas principalmente o mundo é feito de versões, de histórias mal contadas, de não história. Falo das histórias comuns, do cotidiano de cada pessoa, uma coisa menor. Fico pensando, porém, que na História com "agá" maiúsculo as coisas possam ser assim também.

As pessoas gostam de histórias que contam vitórias. Ninguém conta uma história de derrota a menos que essa derrota venha seguida de uma vitória posterior. A vitória posterior sim, valoriza a derrota prévia, então tem um papel definido não como derrota pura, mas como um aprendizado, fortalecimento, algo que o valha. A história de derrota pura enfraquece, mostra fragilidades, decepções e é por isso também que os finais na ficção (cinemas, novelas e livros (esses talvez menos)) costumam ser felizes. As pessoas gostam de histórias de vitórias e de felicidade.

Fui ver a final da Libertadores ontem. Saí de Brasília, na verdade saímos oitenta pessoas. Saímos às onze da manhã e estávamos animados, acreditávamos. Muitos depois iriam dizer que não acreditavam muito e está aí aquela distorção da história a que havia me referido. A afirmação posterior de que já se sabia serve como um escudo, como um minimizador da derrota, que fica menor se as pessoas já sabiam de antemão que iam ser derrotadas. Algo do tipo, eu já sabia que ia perder mesmo, logo a derrota não me abala. Uma versão...

Aconteceram mais coisas nessa viagem. Junto com a "delegação" havia um repórter (fotógrafo) de um jornal gaúcho. Ele tirou várias fotos. Houvesse o Grêmio vencido e essa história seria contada, aposto. Até agora não foi. Por quê? Porque essa não é uma história de vitória. Seria uma história de oitenta pessoas que saíram às onze da manhã de quarta-feira, chegaram a um estádio por volta das seis da tarde, assistiram a um jogo em que seu time foi derrotado, voltaram para um aeroporto e esperaram até as seis horas da manhã de quinta-feira, sem banho, pagaram caro para comer mal, dormiram mal e voltaram para suas casas e vidas sem mais um título para comemorar. Ou seja, é uma história que precisa ser esquecida, ela conta uma derrota. Essa história só será contada de novo em caso de uma vitória posterior. Alguns dirão depois de uma vitória: "Naquela vez em que perdemos, estávamos lá também."

Existiam argentinos no aeroporto também, muitos tiveram que dormir por lá mesmo também. Ouvi dizer que o vôo deles ia de Porto Alegre à São Paulo, antes de ir para Buenos Aires. Eles passaram por privações parecidas, mas eles venceram, então essa história será contada, não dúvido. Será o "valeu a pena".

As duas histórias contam a mesma coisa, são belas e feias igualmente, mas uma será repetida, outra não. Acredito que geralmente podemos entender alguma coisa, qualquer coisa, analisando apenas um pedaço dela, algo parecido com uma biópsia subjetiva. A história que contei faz o papel desse pedaço, dessa amostra, a vida como um todo funciona mais ou menos assim, tenho certeza. Escolhemos as histórias que queremos contar, repetir e principalmente ouvir, além disso e mais do que isso, damos nossa versão particular dos fatos, a história é sempre uma versão.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Mais uma...

Ontem estreou na TV mais uma série passada no Nordeste Brasileiro contando mais um pouco da história do povo nordestino, que, como todos sabem, é um povo sofrido, lutador, que nunca se entrega e mais alguns milhares de adjetivos, todos cabíveis. Quero falar sobre isso hoje.

De antemão eu gostaria de dizer que realmente acho que o "povo nordestino" tem suas qualidades e que a cultura do nordeste, muito mais que a "axé music" (olha só que nome nacional), é bastante rica, mas, como dizem os uruguaios: "give me a break"! Conheço muitos outros povos (dentro e fora do Brasil) que são quase, tão ou mais lutadores e sofridos que o nordestino brasileiro. Povo é formado de gente, gente é um monte de pessoas, pessoas (e animais também) sempre lutaram e sempre lutarão pela sobrevivência, é fato.

Minha pergunta então é: Por que existe toda essa propaganda? Por que todo esse endeusamento? Por que toda essa exaltação do povo que mora na região nordeste do país (interior, de preferência)? A resposta veio ontem, na forma de uma iluminação (pois é, minha mulher acendeu as luzes bem na hora): culpa e pena! As pessoas sentem culpa e pena! Talvez não devessem sentir, talvez devessem mesmo, mas o fato é que elas sentem. Vamos aos fatos:

1 - O povo nordestino é um povo marginalizado. É claro que é bonito ir para a TV e bradar aos quatro cantos que o Brasil é um país heterogêneo, com mistura de raças, que aqui não há preconceito e o escambau. Mentira! Esse país é racista, é elitista e é descriminatório. Um dia gostaria de falar isso para a platéia e descobrir se ainda ganho palmas, suspeito que sim, eles sempre batem palmas. Os nordestino, alguns, saem de sua terra para buscar uma vida melhor em outros lugares, São Paulo principalmente. Acontece que eles saem crus (aqui estou me referindo sempre a maioria, que fique claro, entendo que não acontece com todos), sem educação ou com pouca, sem muita qualificação. Então são marginalizados e isso gera culpa da parte dos marginalizadores.

2 - O povo nordestino enfrenta um clima muito pouco favorável e nunca encontraram, bem talvez tenham encontrado, mas nunca aplicaram uma solução. Ainda lembro, a primeira fase que ouvi após nascer foi: "Esse ano o país vai investir tantos dinheiros para acabar com a seca no nordeste". Ouvi essa frase no meu primeiro aniversário e sigo ouvindo até hoje. Ninguém resolveu mais que seus problemas pessoais, o dinheiro sumiu e some, vira pó, mas de pó o interior do nordeste já está cheio. Então as pessoas sentem pena. Pobre do nordestino...

Que é que posso fazer? Dou um aumento para meu empregado, motorista, porteiro, diarista ou apenas tento aumentar sua moral e brado aos quatro cantos que esse povo é muito bravo e lutador? Bom, a segunda hipótese é bem mais barata e ainda me garante a oportunidade de falar mal dele (dela) pelas costas, reclamando dessa gente que sai de lá e vem para cá. Não quero ser mal entendido aqui, não tenho nada contra povo nenhum, apenas penso, apenas não gosto dessa mania que temos, nos ufanamos do "povo nordestino" (isso também acontece com o "povo brasileiro") ao invés de dar-lhe condições de conquistar sua educação, seu respeito e sua dignidade.


terça-feira, 12 de junho de 2007

Love is in the Air

Everywhere I look around. Love is in the air. Every sight and every sound... A música, segundo a minha amiga Internet é do John Paul Young e é claro que estou escrevendo sobre isso devido ao dia dos namorados, a popular data que encanta as mulheres namoradas e revolta as mulheres solteiras. Sim, porque esse dia é feito especialmente para elas, homem gosta mais de quarta (feira) e domingo que é quando tem futebol. Mas os homens gostam mais das mulheres e, por isso, não admitem, aposto que muitos vão querer "me pegar" agora porque entreguei o segredo. Tarde demais.

Vou tentar não ver muita TV hoje, porque tenho certeza que vão aparecer alguns casais, mas tenho mais certeza ainda que vão aparecer os pobres solteiros e solteiras. Aquelas mulheres que mandam flores para si mesmas e, é claro, as falsas resolvidas que juram para a câmera que preferem ficar sós, mas depois vão chorar escondidas no banheiro e rasgar algumas fotos. Minha mulher, a D. Piti, nunca acredita nessas, vai ver ela tem razão, vai ver é só o modo como funciona a cabeça dela, quem saberá?

Além disso vão aparecer as pessoas que se conheceram na minha amiga Internet, as pessoas que namoraram antes de se verem assim, pessoalmente, com os olhos, os mais variados casos, as mais variadas estórias. Meu caso está entre um desses, conheci a "mulé" graças a minha amiga e muito por acaso (como deve ser toda boa estória) e estamos juntos até hoje. Será que somos namorados? Afinal, o que é ser namorado hoje em dia? Vamos conjeturar...

Para começar, namorar cobre um amplo espectro, bem parecido com o que acontece com a luz. Existe o namoro infravermelho e o namoro ultravioleta, mas não apenas esses, todo o espaço entre eles, todos os comprimentos de onda. O namoro infravermelho, entretanto, este está em extinção. É aquele em que o namorado vai na casa da namorada toda a quarta (feira de novo), sim, bem no dia do futebol, esse cara não dá a mínima para o futebol, ele é um soldado, um bandeirante, um explorador (no bom sentido), ele vai lá e enfrenta a carranca do pai (dela), aguenta o papo (às vezes chato) da mãe (dela), sorri e finge dar atenção para o mala do irmão caçula (dela). Ele torce por um momento a dois, ele tenta subornar o guri que fica grudado, ele quer o beijo de língua, ele sonha pela inesquecível primeira mão no seio, ele inveja e almeja ser um Neil Armstrong, nada de um grande passo para a humanidade, ele quer é ser o primeiro homem a estar ali!

Já o namoro ultravioleta, bueno, esse é a onda do momento, como já afirma aquela bela música, veja só, já do passado (ainda estava na minha primeira namorada): "beijo na boca é coisa do passado, a onda do momento é namorar pelado" (Mano Changes segundo a minha amiga). Namorar pelado... Não peguei essa época, quer dizer, peguei o final dela, onde quem fazia isso já era adulto. Parece que hoje esse é o padrão entre a piazada, não sei, não faço mais parte dessa turma. Sei que pessoas se revoltam, pais se preocupam, a Igreja (é claro) se enfurece, eu não... Eu suspeito que essa gente só sente remorso, talvez um pouco de inveja, de tudo ter sido tão difícil em sua época, essa do namoro infravermelho. Eu também não, o prazer da "conquista de territórios", a satisfação de estabelecer metas e as cumpri-las, isso foi muito gostoso.

Então faça como os meninos lá do trocentas milhões de vezes visto "Sociedade dos Poetas Mortos", aproveite o dia, beije um pouco na boca, fique pelado, pele alguém, vá a luta, preencha alguma faixa do espectro.


segunda-feira, 11 de junho de 2007

Homens que rebolam

Tenho um problema com eles, não gosto. Está bem, antes que algum gaiato se levante afirmo que não gosto de homem nenhum, mas gosto menos dos primeiros. Não sei se é da onde eu venho, não sei se é a minha criação, mas sou de uma época antiga onde tudo que tu (guri) fazia ou dizia era censurado e questionado com frases do tipo: "homem não chora", "isso é coisa de veado", "deixa de ser fresco" etc...

Não sou homofóbico, inclusive tenho amigos gays. Não tenho nenhum problema com o homossexualismo, já vou antecipar. Entretanto, na verdade acho que a palavra certa não é entretanto, na minha cabeça as coisas se dividem em "próprias de homem" e "impróprias de homem". Me lembro do filme "Será que ele é", me lembro de uma cena onde o cara compra um teste para saber se é gay ou não, nessa parte toca uma música em um ritmo dance e o protagonista (Kevin Kline) não consegue se segurar e começa a dançar, nisso o cara da gravação começa a gritar: "Páre! Fique firme! Homem não dança!"

Homem não dança! Era aí aonde eu queria chegar. Atualmente virou meio moda... Não sei se é porque saí do Sul onde homens raramente dançam, ou melhor, dançam mal e porcamente e apenas quando extremamente necessário (são solteiros e estão numa festa com alguma mulher e estão com vontade de, vá lá, ficar com a mesma), mas aqui para cima os homens dançam, os homens rebolam, os homens mexem os quadris, mesmo entre si, mesmo em um grupo formado apenas por homens... Não sei, não estou querendo dizer que eles sejam menos homens por isso, estou querendo dizer que aos meus olhos, isso não fica bem.

Não sei o que as mulheres pensam disso, entendo que uma boa parte deve gostar, já que tantos fazem, tantos se esforçam. Sei porém que algumas não gostam. Vá lá, muitos vão me chamar de machista, talvez com razão. Mas para mim, quem têm que saber saber dançar são as mulheres. Homem tem é que conseguir carregar peso, fazer força, passar frio e tomar chuva sempre que puder no lugar das mulheres. Homem tem que ser feio, tem que cortar o cabelo no barbeiro e no que cobrar menos, inclusive. Homem não pode passar creme, não deve usar roupa justinha e não deve dançar... Está bem, pode até dançar, mas duro e desajeitado, sem rebolar, por favor...

terça-feira, 5 de junho de 2007

Sem desculpa

Confesso que estou envergonhado. Sempre fui gordo, minha vida inteira, gordinho no mínimo. Teve uma época em que fui magro, talvez duas, depois disso sempre no mínimo gordinho. Menos mal que sou um cara grande, não alto, mas grande, peito largo, ombros largos, essas coisas. Atualmente acho que estou bem, claro que poderia perder um pouco mais de barriga, sempre se pode, e essa é minha vergonha. Vergonha por quê? Vergonha porque cada vez que ligo a TV em algum daqueles canais de venda, sempre, está dando ali alguma propaganda de algum mágico aparelho para eliminar a tão indesejada barriga.

São variados modelos, com variados movimentos, várias geringonças destinada a fazer mágica. Sempre com o aval de um "personal trainner" que dá opiniões técnicas e mostra que seu produto realmente é o melhor. Apenas cinco minutos por dia, apenas três, uma boa ergonomia, materiais modernos e resistentes, maior amplitude de movimentos, alguém com uma barriga muito definida demonstrando, alguma pessoa demonstrando o antes e o depois, o professor de educação física, simulações de computador, alguns desenhos ilustrativos, enfim, tudo para convencer o barrigudo em casa...

Se tu fazes o tipo: "quero perder a barriga, mas não quero me mexer" ainda existe uma saída para você. Temos aqui esse cinturão que fica te dando uns choques. Tu fica ali, sentado, olhando sua novelinha e a máquina está lá, dando choque na tua barrigona ou em qualquer outro lugar do corpo que quiseres. Pode até não funcionar, mas pelo menos vai servir de castigo para tu que és um baita preguiçoso: toma choque barrigudo! Vê se cria vergonha na cara! Acho que no fundo essa é a verdadeira idéia... Vamos castigar esse barrigudo desgraçado.

É claro que, ao comprares quaisquer desses produtos tu não levarás apenas ele. Gratuitamente você vai estar recebendo (eles também parecem gostar do gerúndio) esse guia alimentar, esse gel especial, esse suplemento mágico que fará com que as gorduras saiam por todos os seus poros e esse vídeo explicativo, tudo gratuitamente grátis! Ligue agora mesmo e garanta já o seu... Muito mais barato que uma lipoaspiração, muito menos cansativo do que ficar horas na academia, mesmo porque o aparelho vai chegar e tu não vais usar mais do que uma vez, preguiça ou dor nas costas, sei lá, barrigudo sempre acha uma desculpa.

Acabo esse recado de hoje ainda mais envergonhado do que comecei, acho que vou comprar uma camisa folgada e tomar um porre para esquecer, ligar para eles? Isso não!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Morte aos pandas! (uma ode às baratas)

É isso aí amigos leitores, vamos tratar de salvar os pandas, vamos ajudar os belos e molóides bichinhos que são tão fofinhos e tão bonitinhos porque eles são exatamente aquilo que falei ali em cima: molóides!

Algumas coisas que estavam ali eu já sabia, mas resolvi dar mais uma olhada na wikipedia para ter certeza. Digo e repito, se não fosse graças a humanidade os lindos ursinhos estavam fo*****. É isso aí. Veja bem (copiado do wikipedia):

"Apesar de pertencer à ordem dos Carnívoros, o panda é um animal herbívoro, alimentando-se quase que exclusivamente de cerca de 30 espécies de bambu (99% de sua dieta)... Seu sistema digestivo não é plenamente adaptado a quebrar as moléculas de celulose, contidas no bambu. Isto leva ao panda consumir cerca de 40 kg de bambu por até 14 horas...Normalmente nascem um ou dois filhotes. Devido à natureza frágil e delicada dos ursinhos, a mãe-panda opta por criar um único filhote. O filhote rejeitado é abandonado à morte... O intervalo entre as ninhadas é de dois anos ou mais... Somente 10% dos pandas em cativeiro conseguem cruzar naturalmente. Apenas 30% das fêmeas engravidam. Mais de 60% dos pandas cativos não demonstram qualquer desejo sexual... A expectativa de vida de um panda é de 12 anos."

Quer dizer. As pessoas ainda estranham que o panda esteja ameaçado de extinção? Vem cá, os bichos são uns incompetentes! Eles não conseguem fazer nada direito! Comem o que não deviam, não transam nunca porque têm que ficar o dia inteiro comendo, quando têm filhos ainda não conseguem tomar conta de apenas dois... Tsc, tsc, tsc.

É por isso que eu gosto das baratas, elas não querem nem saber, elas estão ali, as pessoas caçam as baratas com fúria, com raiva. Chinelos voam, inseticidas empesteiam o ar, detetizadores saem de casa dia após dia. Nada! Elas estão sempre ali, elas sempre voltam! Sempre vai haver um reduto para os insetos, sempre vai haver um boteco sujo, uma cozinha suspeita e o lugar preferido delas, o esgoto! Elas ficam transando sem parar, descansando e comendo tudo o que acham. Não ficam fazendo charminho que nem nossos amigos pandas. São feias e não saem em folders, cartazes e não arrancam "ahs" das mulheres em comerciais. Elas não são fofinhas. Nem as baratas filhotes. E ainda aposto que vão comer o último panda e o último homem da face da Terra.

Nunca matei nenhum panda, nem eu, nem tu, nem ninguém que tu conheça. Já matei várias baratas. As baratas vieram não sei de onde e hoje dominam o mundo, elas estão em todos os lugares. Larga um casal de panda em qualquer lugar e tu vais ver o que acontece, eles não vão vingar. Viva a evolução das espécies! Viva as baratas! Morte aos pandas (naturalmente, é claro, nada de caçar né gente?)