Posso estar ficando caduco, não tenho certeza se já falei sobre isso, dei uma olhadas nos títulos das outras postagens e como não achei nada lá vou eu falar das traduções que nos acompanham desde criancinha, tão desde criancinha que muita gente vive e morre e talvez não saiba que elas existam. Tem gente que nasce e morre vendo filme dublado na TV (e agora no DVD), que não vai ao cinema e que prefere assim, que já chegam as "leituras" que tinha de fazer no colégio etc.
Vinha eu para o serviço e, por alguma dessas razões malucas da vida, meu pensamento começou a vagar e me lembrei da "Patranha" (que era o Jornal do Patacôncio (que era o rival do Tio Patinhas (que era por sua vez o dono da "Patada"))). Depois de pensar na Patranha e em todo o resto eu acabei me perguntando como seria o nome real disso tudo e acabei chegando a mais ou menos o que está ali, no primeiro parágrafo: o poder de quem julga e decide se vamos saber ou não como se chamam realmente filmes e personagens e todas as coisas ondem a dublagem ou legendas são necessárias. Até vou usar um novo parágrafo.
Veja bem, essas pessoas têm muito poder, essas pessoas nomeiam! Quem nomeia tem um grande poder. Por que você acha que um pai ou mãe tem total poder sobre seu filho? De onde você acha que vem esse poder? Vem do nome! Podes pensar ao contrário também, podes pensar que tamanho é o poder que os pais têm sobre os filhos, tão imenso poder, que eles podem nomeá-los. Quem nomeia uma coisa é quase o dono dessa coisa. Pense nisso, concorde, discorde, mas é fato, quem nomeia controla. Os dubladores, pessoas que colocam legendas, pessoas que escolhem nomes já que não se pode traduzi-los sempre (no caso de filmes) e quase nunca (no caso de personagens), ou seus chefes, quem quer que seja que faça isso, essas pessoas têm poder!
É fato que acho que essas pessoas estavam indo bem até certo tempo. Descobri aqui que o nome original do Tio Patinhas "Scrooge McDuck, se baseia no avarento Ebenezer Scrooge, personagem principal do Conto de Natal de Charles Dickens" (acabei de copiar e colar da Wikipédia). Sei lá, até algum tempo atrás o Ebenezer não era conhecido aí pelos brasileiros. Então alguém fez a pergunta: Que raio de nome daremos a esse pato? Alguém então sugeriu: Que tal Tio Patinhas? E lá ele foi criado. Tio Patinhas é bom (como nome)? Tio Patinhas é ruim? Não sei, mas ele virou Tio Patinhas e pronto e então nos acostumamos a chamá-lo assim. Aqui eu escolhi o Tio Patinhas (para comentar) quase do mesmo jeito que devem ter escolhido seu nome: por acaso.
Mas se você é perspicaz, como imagino que os leitores devem ser, deve ter notado que falei no parágrafo anterior que achava que eles "estavam indo bem". Estavam do verbo "não estão mais". Por que eu digo isso? Porque tenho notado que nossas pessoas, nossos responsáveis por títulos em português andam perdendo uma qualidade fundamental, a imaginação. Se não isso, imagino que as pessoas responsáveis devem ter concluído que o público nacional é muito burro e não vai entender do que se trata o filme apenas com o título, não se interessará e, por consequência, não vai assistir. Ou então eles se aproveitam de um título que fez sucesso e que tinha as infelizes expressões repetidas (ver abaixo) e eles simplesmente as usam de novo e de novo e novamente (para não falar de novo novamente). Observe:
1 - Temos um filme, uma comédia, o protagonista é um guarda, ou cachorro, ou motorista, ou mensageiro ou barbeiro, o nome do filme será: (a) Um (protagonista) muito louco; (b) Um (protagonista) quase perfeito; (c) (Protagonista) por acaso (ou por acidente).
2 - Temos um filme que, na sua língua original chama-se "Testa" e apenas "Testa", uma única palavra. Sei lá, alguém lá deve pensar que sendo composto apenas por uma palavra o título vai mexer com a curiosidade do público (ou simplesmente que a publicidade vai se encarregar disso), mas, mas aqui no Brasil alguém vai achar que ninguém vai se interessar por um filme que tenha apenas uma palavra no título e que, portanto, não seja auto-explicativo, então esse filme vai passar a se chamar "Testa: O espaço entre a franja (de alguns) e os olhos". Ah, agora sim temos um título decente.
Não sei, não quero cair aqui no chavão e nem na hipocrisia, mas eu fico com as pessoas que escolhem nomes para desenhos infantis. Pode ser que as crianças tenham a mente mais aberta ou simplesmente pode ser que elas tenham mais paciência para assistir a algo que elas não sabem muito a respeito e, só então, decidir se gostam ou desgostam. Mas eu prefiro muito mais as traduções feitas para esse público, onde o Scrooge McDuck se chama Tio Patinhas e o Montana Max se chama,vejam só, Valentino Troca-Tapa.
Vinha eu para o serviço e, por alguma dessas razões malucas da vida, meu pensamento começou a vagar e me lembrei da "Patranha" (que era o Jornal do Patacôncio (que era o rival do Tio Patinhas (que era por sua vez o dono da "Patada"))). Depois de pensar na Patranha e em todo o resto eu acabei me perguntando como seria o nome real disso tudo e acabei chegando a mais ou menos o que está ali, no primeiro parágrafo: o poder de quem julga e decide se vamos saber ou não como se chamam realmente filmes e personagens e todas as coisas ondem a dublagem ou legendas são necessárias. Até vou usar um novo parágrafo.
Veja bem, essas pessoas têm muito poder, essas pessoas nomeiam! Quem nomeia tem um grande poder. Por que você acha que um pai ou mãe tem total poder sobre seu filho? De onde você acha que vem esse poder? Vem do nome! Podes pensar ao contrário também, podes pensar que tamanho é o poder que os pais têm sobre os filhos, tão imenso poder, que eles podem nomeá-los. Quem nomeia uma coisa é quase o dono dessa coisa. Pense nisso, concorde, discorde, mas é fato, quem nomeia controla. Os dubladores, pessoas que colocam legendas, pessoas que escolhem nomes já que não se pode traduzi-los sempre (no caso de filmes) e quase nunca (no caso de personagens), ou seus chefes, quem quer que seja que faça isso, essas pessoas têm poder!
É fato que acho que essas pessoas estavam indo bem até certo tempo. Descobri aqui que o nome original do Tio Patinhas "Scrooge McDuck, se baseia no avarento Ebenezer Scrooge, personagem principal do Conto de Natal de Charles Dickens" (acabei de copiar e colar da Wikipédia). Sei lá, até algum tempo atrás o Ebenezer não era conhecido aí pelos brasileiros. Então alguém fez a pergunta: Que raio de nome daremos a esse pato? Alguém então sugeriu: Que tal Tio Patinhas? E lá ele foi criado. Tio Patinhas é bom (como nome)? Tio Patinhas é ruim? Não sei, mas ele virou Tio Patinhas e pronto e então nos acostumamos a chamá-lo assim. Aqui eu escolhi o Tio Patinhas (para comentar) quase do mesmo jeito que devem ter escolhido seu nome: por acaso.
Mas se você é perspicaz, como imagino que os leitores devem ser, deve ter notado que falei no parágrafo anterior que achava que eles "estavam indo bem". Estavam do verbo "não estão mais". Por que eu digo isso? Porque tenho notado que nossas pessoas, nossos responsáveis por títulos em português andam perdendo uma qualidade fundamental, a imaginação. Se não isso, imagino que as pessoas responsáveis devem ter concluído que o público nacional é muito burro e não vai entender do que se trata o filme apenas com o título, não se interessará e, por consequência, não vai assistir. Ou então eles se aproveitam de um título que fez sucesso e que tinha as infelizes expressões repetidas (ver abaixo) e eles simplesmente as usam de novo e de novo e novamente (para não falar de novo novamente). Observe:
1 - Temos um filme, uma comédia, o protagonista é um guarda, ou cachorro, ou motorista, ou mensageiro ou barbeiro, o nome do filme será: (a) Um (protagonista) muito louco; (b) Um (protagonista) quase perfeito; (c) (Protagonista) por acaso (ou por acidente).
2 - Temos um filme que, na sua língua original chama-se "Testa" e apenas "Testa", uma única palavra. Sei lá, alguém lá deve pensar que sendo composto apenas por uma palavra o título vai mexer com a curiosidade do público (ou simplesmente que a publicidade vai se encarregar disso), mas, mas aqui no Brasil alguém vai achar que ninguém vai se interessar por um filme que tenha apenas uma palavra no título e que, portanto, não seja auto-explicativo, então esse filme vai passar a se chamar "Testa: O espaço entre a franja (de alguns) e os olhos". Ah, agora sim temos um título decente.
Não sei, não quero cair aqui no chavão e nem na hipocrisia, mas eu fico com as pessoas que escolhem nomes para desenhos infantis. Pode ser que as crianças tenham a mente mais aberta ou simplesmente pode ser que elas tenham mais paciência para assistir a algo que elas não sabem muito a respeito e, só então, decidir se gostam ou desgostam. Mas eu prefiro muito mais as traduções feitas para esse público, onde o Scrooge McDuck se chama Tio Patinhas e o Montana Max se chama,vejam só, Valentino Troca-Tapa.

Um comentário:
Eu gosto de Tio Patinhas também. Alguns países tem traduções bastante livres também, tipo o Mickey na Itália, que se chama Topolino. Eu fiquei curioso pra saber qual o nome do Patacôncio. O Pão-duro MacMônei eu acho que fica assim mesmo, mas MacMoney, não sei se tem alguma referência a pão-duro.
Bom, de qualquer forma, postei isso só pra perguntar se tu não vai fazer um artigo sobre o show do Led.
Abraço!
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