Sujeito chega na sede do PCN (Partido Comunista Nacional) e vai direto à secretaria, ele quer se filiar. O secretário o olha de cima a baixo, um tanto quanto desconfiado, lhe aponta um livro em uma estante, capa surrada, aspecto de muito usado e lhe pergunta:
_ Que livro é aquele?
Sem se mover, sem mesmo chegar mais perto o rapaz afirma:
_ Trata-se do Manifesto Comunista.
Ele fornece o ano de edição, a editora, o número de páginas e inclusive cita algumas passagens, fornecendo as páginas corretas. O funcionário se espanta um pouco, sorri surpreso e lhe apresenta uma ficha de inscrição.
Ele prenche seus dados e responde um questionário com perfeição, demonstrando que conhece a ideologia marxista, conhece as idéias do partido e é comprometido com a causa trabalhadora. O funcionário sorri novamente e o informa que ele deve participar das reuniões, que deve conhecer os camaradas e que ele mesmo não tem poder para aprovar ou recusar alguém de antemão (na verdade o funcionário, perplexo, está tentando ganhar tempo).
Na próxima reunião lá está ele, sentado na primeira fila, todos os presentes o olham e o analisam, ele fica um tanto quanto desconfortável, mas segue firme, deve ser um teste, pensa ele. A reunião segue, ele fala, discursa, todos ficam entusiasmados com suas idéias e seus conhecimentos, mas ele nota que as pessoas não estão mais receptivas do que antes. Finda a reunião, o líder local se apresenta ao sujeito e o chama para uma conversa particular.
_ Sinto muito, mas vamos ter que rejeitar o seu pedido de filiação.
_ Por quê? Sou um comunista convicto. Já provei mais de uma vez que conheço a ideologia, acredito nela.
_ Isso tudo o que você falou é verdade, mas achamos que você é um espião, estamos em dúvida e achamos melhor não arriscar.
_ Mas por que? Por favor, me diga, que ato, que palavra, o que os faz pensar assim?
_ Você não usa barba...
Sujeito perplexo. Líder sem jeito.
_ Mas eu tenho uma síndrome rara, veja, não nascem pêlos no meu corpo, veja, não tenho cabelo, não tenho cílios, não tenho um único pêlo.
_ Talvez uma peruca, uma barba postiça... Sem barba não dá...
O rapaz sai triste e desiludido, abre uma fábrica de perucas, barbas e bigodes postiços e hoje é um rico capitalista.
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Idéia baseada em uma propaganda do Partidão (PCB) vista há uns dias atrás na TV, onde todos, sem exceção todos os homens que falaram usavam uma barba, mais longa ou mais curta, que cobria seus rostos completamente.

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