Vamos combinar uma coisa: homem é bicho. Mil pessoas saltam de suas cadeiras, nesse momento, e dizem:"hey, tu está caindo no lugar comum meu (a pessoa é um americano vivendo em São Paulo), isso já foi dito e repetido mais que o padre-nosso (o cara tinha uma parte castelhana também)".
Está bem, vou falar que o homem é bicho, de novo, mas não vou usar nenhuma situação extrema para ilustrar meu raciocínio. Não, nada de fome, nada de sede, nada de perdido na floresta ou no deserto e nada de marido irado também. Vou usar um exemplo que a maioria aqui, senão todos, já experimentou: quando as luzes são apagadas.
Há alguns dias atrás faltou luz aqui no prédio, poderia falar faltou energia, como bom físico chato, mas faltou luz mesmo, porque era noite sem lua. Nesse momento várias crianças brincavam lá embaixo, defronte a um prédio vizinho que proporciona algum espaço. Você já viu, no discovery ou na tv educativa, uma reunião de chimpanzés? Era mais ou menos isso, a única diferença é que os símios não usam palavrões, o resto foi mais ou menos igual.
É claro, vais me falar: Marcelo, eram crianças, sua formação ainda não está concluída, bla-bla-blá, bla-bla-blá. Então eu te pergunto: E tu, já foste ao cinema? Aposto que já ouviste, pelo menos uma vez tu ouviu algum ÊÊÊ, algum assovio, algum grunhido que seja. É o animal que está gritando, é a besta, é o parente do macaco.
Homem é bicho, meu amigo, sempre que possível, a última palavra, não se engane, é sempre do instinto.

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