Mudei há pouco mais de um mês, saí do Distrito Federal e vim para a Bahia, até ia escrever sobre isso, mas a postagem está lá, guardada. Hoje vou falar sobre outra coisa. Acabei escolhendo uma casa, em um condomínio fechado, existem vários aqui na cidade, é barato, se compararmos com o custo de vida em Brasília, mas podemos admitir que não é um lugar que se caracteriza por abrigar pessoas com poucos recursos financeiros.
Tenho vizinhos, vizinhos que não são pobres, pessoas simpáticas, mas com um costume que me incomoda bastante. As pessoas que moram na casa ao lado da minha fazem isso: Elas varrem a sujeira de sua casa, do tamanho que for, em direção a rua. Eles deixam essa sujeira lá. Não preciso te dizer que essa sujeira se espalha, fica emporcalhando a frente da casa deles e a da minha. Eu varro a sujeira da minha casa também, entretanto eu junto essa sujeira com uma pá e a coloco no lixo. Eu entendo que a rua que a frente da minha casa, bem como a rua em que moro, bem como a cidade em que vivo são minha casa também. Eu me acho responsável por tudo isso. Meus vizinhos acham que não.
Meus vizinhos são criaturas comuns, por comuns eu quero dizer que existem vários iguais. É claro que isso é um problema de educação, mas menos claro é que isso é um problema cultural, onde impera o individualismo e o desejo de não se ter responsabilidades. Eu passo o problema para a frente, eu admito, bom, a minha casa deve ser limpa e isso depende de mim, agora, a cidade quem tem que manter limpa é a prefeitura. Eu jogo o papel no chão, alguém há de limpar. As pessoas jogam tudo que acham que é lixo no chão, mesmo estando de carro. Elas não conseguem simplesmente guardar aquele papel de bala até chegar no seu destino e então colocá-lo em uma lixeira. Isso não cabe no meu pensamento! Mas as pessoas fazem.
Agora há pouco houve essa epidemia de dengue no Rio. Eu vi que em algum lugar as pessoas resolveram se unir e limpar um terreno baldio (possivelmente cheio de lixo). Eu vi que as autoridades, temendo uma indisposição da população e a proximidade das eleições, não alertaram que as pessoas não haviam feito suas obrigações e evitado assim focos do mosquito. Quer dizer, as pessoas sabem que a dengue mata, as pessoas não fizeram nada para minimizar a reprodução do mosquito. Imagina um papel de bala, um maço de cigarro, uma lata de cerveja. Essas coisas não matam fácil assim.
Minha única esperança, minha última, é que um dia o Agnaldo Silva, ou qualquer outro autor de novelas, crie um personagem que seja asqueroso e mau, aqueles maus de novela que são maus vinte e quatro horas por dia, tem que ser alguém feio também, que não goste de samba, de futebol, do Créu e do ganhador do Big Brother. Esse personagem tem que ser um sujão, andar de carro por aí, com o som do carro no máximo, obrigando as pessoas a escutar a música de péssima qualidade que ele escuta e jogando tudo que é tipo de lixo no chão. O mocinho, o típico brasileiro lutador, que vence as dificuldades com muito jogo de cintura, em uma dessas vezes tem que enxergar o vilão fazendo isso e dar a surra (que me parece que virou coisa comum nas novelas, pelo menos pelas revistas que vejo perto do caixa do supermercado) no vilão, fazer ele juntar tudo o que jogou no chão e dar uma lição de moral no porcão. Isso em cinco novelas seguidas, numa campanha que se assemelhe a uma lavagem cerebral. Talvez, talvez as pessoas comecem a perceber que são responsáveis pelo lugar onde vivem, resolvam deixar as ruas e, de lambuja, seus governos limpos. E viva o povo brasileiro!
Tenho vizinhos, vizinhos que não são pobres, pessoas simpáticas, mas com um costume que me incomoda bastante. As pessoas que moram na casa ao lado da minha fazem isso: Elas varrem a sujeira de sua casa, do tamanho que for, em direção a rua. Eles deixam essa sujeira lá. Não preciso te dizer que essa sujeira se espalha, fica emporcalhando a frente da casa deles e a da minha. Eu varro a sujeira da minha casa também, entretanto eu junto essa sujeira com uma pá e a coloco no lixo. Eu entendo que a rua que a frente da minha casa, bem como a rua em que moro, bem como a cidade em que vivo são minha casa também. Eu me acho responsável por tudo isso. Meus vizinhos acham que não.
Meus vizinhos são criaturas comuns, por comuns eu quero dizer que existem vários iguais. É claro que isso é um problema de educação, mas menos claro é que isso é um problema cultural, onde impera o individualismo e o desejo de não se ter responsabilidades. Eu passo o problema para a frente, eu admito, bom, a minha casa deve ser limpa e isso depende de mim, agora, a cidade quem tem que manter limpa é a prefeitura. Eu jogo o papel no chão, alguém há de limpar. As pessoas jogam tudo que acham que é lixo no chão, mesmo estando de carro. Elas não conseguem simplesmente guardar aquele papel de bala até chegar no seu destino e então colocá-lo em uma lixeira. Isso não cabe no meu pensamento! Mas as pessoas fazem.
Agora há pouco houve essa epidemia de dengue no Rio. Eu vi que em algum lugar as pessoas resolveram se unir e limpar um terreno baldio (possivelmente cheio de lixo). Eu vi que as autoridades, temendo uma indisposição da população e a proximidade das eleições, não alertaram que as pessoas não haviam feito suas obrigações e evitado assim focos do mosquito. Quer dizer, as pessoas sabem que a dengue mata, as pessoas não fizeram nada para minimizar a reprodução do mosquito. Imagina um papel de bala, um maço de cigarro, uma lata de cerveja. Essas coisas não matam fácil assim.
Minha única esperança, minha última, é que um dia o Agnaldo Silva, ou qualquer outro autor de novelas, crie um personagem que seja asqueroso e mau, aqueles maus de novela que são maus vinte e quatro horas por dia, tem que ser alguém feio também, que não goste de samba, de futebol, do Créu e do ganhador do Big Brother. Esse personagem tem que ser um sujão, andar de carro por aí, com o som do carro no máximo, obrigando as pessoas a escutar a música de péssima qualidade que ele escuta e jogando tudo que é tipo de lixo no chão. O mocinho, o típico brasileiro lutador, que vence as dificuldades com muito jogo de cintura, em uma dessas vezes tem que enxergar o vilão fazendo isso e dar a surra (que me parece que virou coisa comum nas novelas, pelo menos pelas revistas que vejo perto do caixa do supermercado) no vilão, fazer ele juntar tudo o que jogou no chão e dar uma lição de moral no porcão. Isso em cinco novelas seguidas, numa campanha que se assemelhe a uma lavagem cerebral. Talvez, talvez as pessoas comecem a perceber que são responsáveis pelo lugar onde vivem, resolvam deixar as ruas e, de lambuja, seus governos limpos. E viva o povo brasileiro!

Nenhum comentário:
Postar um comentário