Tenho acompanhado vários comerciais anunciando esses veículos além de vê-los cada vez mais nas nossas ruas e estradas. São caminhonetes grandes, imensas, imponentes, caminhonetões mesmo, cada vez maiores. Sou do tempo em que as pessoas usavam caminhonetes para fins profissionais, para transporte basicamente. Eram as F100 (mais tarde F1000) da Ford, as Veraneio (depois D20) da Chevrolet e deu para a bola até que, até que alguém resolveu inventar a cabine dupla e então ninguém mais as parou e então hoje vemos caminhonetes do tamanho de navios, sem exagero. Certo, talvez um pouco de exagero. Elas são lindas, é claro, o pessoal capricha no desenho. Elas são poderosas, é claro, o pessoal tasca cavalos no motor. Nunca dirigi uma, mas acredito que o motorista deve sentir uma injeção de testosterona, deve se achar uma pessoa muito poderosa e confiante. Eu penso nessas caminhonetes como uma grande vitória do "american way", do consumo desenfreado e do excesso supremo de conforto, algo do tipo: "preciso apenas me movimentar daqui até lá, mas vou gastar o máximo de energia para fazer isso e vou ocupar o máximo de espaço já que esses são disponíveis e baratos".
A minha pergunta é: só eu que vejo uma certa incoerência aqui? Veja bem, antigamente havia menos gente e mais espaço. Estacionar era uma operação normal e rotineira, era fácil achar uma vaga e botar ali o seu Fiat 147 ou Passat. Atualmente as coisas são diferentes, em Brasília, onde morei até pouco tempo, uma vaga é uma coisa disputada a unhas e dentes, é uma coisa rara. É claro que o proprietário de um veículo desses pode pagar um estacionamento e tudo o mais, mas mesmo assim. Além disso, se não pensarmos em estacionar, mas simplesmente andar, eu imagino que uma coisa daquele tamanho vai ser mais complicada de se guiar em um engarrafamento, mesmo com a direção hidráulica e todo o conforto que esses veículos devem ter. Outra coisa que me incomoda bastante é que estamos no auge da conscientização mundial sobre os efeitos da emissão de gases e do aquecimento global. Eu não sei não, mas eu acho que um carrão daquele tamanho, por mais avançado que seja seu motor, é um agente poluidor bem mais eficaz que um carro com um motor semelhante, só que menor. Então, um carro desse tamanho está meio que atravancado na contramão do ambientalmente correto.
E então leitor? Você teria, se pudesse, um carro do tamanho de um dinossauro? O que você acha disso tudo?
A minha pergunta é: só eu que vejo uma certa incoerência aqui? Veja bem, antigamente havia menos gente e mais espaço. Estacionar era uma operação normal e rotineira, era fácil achar uma vaga e botar ali o seu Fiat 147 ou Passat. Atualmente as coisas são diferentes, em Brasília, onde morei até pouco tempo, uma vaga é uma coisa disputada a unhas e dentes, é uma coisa rara. É claro que o proprietário de um veículo desses pode pagar um estacionamento e tudo o mais, mas mesmo assim. Além disso, se não pensarmos em estacionar, mas simplesmente andar, eu imagino que uma coisa daquele tamanho vai ser mais complicada de se guiar em um engarrafamento, mesmo com a direção hidráulica e todo o conforto que esses veículos devem ter. Outra coisa que me incomoda bastante é que estamos no auge da conscientização mundial sobre os efeitos da emissão de gases e do aquecimento global. Eu não sei não, mas eu acho que um carrão daquele tamanho, por mais avançado que seja seu motor, é um agente poluidor bem mais eficaz que um carro com um motor semelhante, só que menor. Então, um carro desse tamanho está meio que atravancado na contramão do ambientalmente correto.
E então leitor? Você teria, se pudesse, um carro do tamanho de um dinossauro? O que você acha disso tudo?

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