Sou do tempo em que os prêmios vinham mesmo nas tampinhas. Quer dizer, dizia-se que vinham. Eu mesmo ganhei apenas uma vez, outra Coca Cola, e isso foi há um ano atrás. Não foi um grande prêmio, é verdade, mas eu comemorei muito porque nunca havia ganho antes e já estava com trinta anos. Nunca fui um grande bebedor de Coca Cola ou Pepsi (para não dizer que não falei na concorrente e que esse blog protege esse ou aquele (falando nisso, gostaria de saber quando a Pepsi deixou de ser Cola, eles tiraram o Cola sem fazer alarde e os menos detalhistas nem perceberam)), mas nunca havia ganho e sempre achei que tudo não passava de uma grande "fria" (como diria minha mãe) já que nunca conheci ninguém que tivesse ganho também, nem nunca ouvi ninguém falar de alguém que ganhou.
Tudo bem, o que quis dizer na primeira frase, antes de sair divagando e desviando do assunto é que antigamente tu só tinha que comprar um refrigerante lá, ou um picolé e pronto: poderias ganhar um patinete ou um walk-man ou qualquer uma dessas coisas modernas do passado, bastava ter o prêmio ali na tampinha e deu para a bola. O máximo a que se chegava era o juntar tantos rótulos de tal coisa ou tantas tampas de margarina e enviar para a caixa postal número tals, mas isso dava muito trabalho e eu nunca fiz, o único esforço que eu fazia, o máximo de trabalho que eu admitia ter era olhar para o palito de picolé ou examinar a parte de dentro da tampinha. Ganhei? Tente outra vez? Boa noite.
Mas então surgiram os celulares e com eles milhares de novas formas de tirarem o nosso dinheiro e nada foi mais como era (dramático né?). Atualmente acontece o seguinte: compras o refri, abres a garrafa e encontras um código longo e complicado dentro da mesma, então pegas o teu celular e digita o código contendo um milhão de caracteres (todos sabem como é gostoso digitar no celular), logo depois envias para o número informado no comercial, pagando uma taxa por isso, é claro, pois nada nessa vida é de graça. Uma alternativa à essa última é ir para o computador, entrar no site da dita empresa, aturar muito comercial e então digitar o tal do código lá num cadastro, tomando cuidado para desmarcar ali o quadrinho pequeno e no final da página onde autorizas o pessoal a te mandar em torno de cinco mil e-mails por dia.
Qualquer uma das hipóteses não são boas o bastante para mim. Eu calculo as probabilidades de ser eu o premiado entre os milhares de idio... participantes que enviaram seus códigos, eu calculo as probabilidades das empresas de telefonia ficarem mais ricas do que estavam antes da "promoção" ocorrer, eu calculo as probabilidades dos prêmios oferecidos serem ínfimos se comparados aos lucros que as empresas têm as minhas custas, eu comparo a primeira com as outras duas e ela perde de longe, eu não perco meu tempo. Dessa forma eu peço, parem de me dizer que vão me dar carros, motos, aviões, submarinos, voltem a me dar refrigerantes geladinhos e na hora, parem um pouco de tentar pegar o meu pobre dinheirinho por todos os lados e, principalmente, parem de me tratar como imbecil porque não sou (tanto).
Tudo bem, o que quis dizer na primeira frase, antes de sair divagando e desviando do assunto é que antigamente tu só tinha que comprar um refrigerante lá, ou um picolé e pronto: poderias ganhar um patinete ou um walk-man ou qualquer uma dessas coisas modernas do passado, bastava ter o prêmio ali na tampinha e deu para a bola. O máximo a que se chegava era o juntar tantos rótulos de tal coisa ou tantas tampas de margarina e enviar para a caixa postal número tals, mas isso dava muito trabalho e eu nunca fiz, o único esforço que eu fazia, o máximo de trabalho que eu admitia ter era olhar para o palito de picolé ou examinar a parte de dentro da tampinha. Ganhei? Tente outra vez? Boa noite.
Mas então surgiram os celulares e com eles milhares de novas formas de tirarem o nosso dinheiro e nada foi mais como era (dramático né?). Atualmente acontece o seguinte: compras o refri, abres a garrafa e encontras um código longo e complicado dentro da mesma, então pegas o teu celular e digita o código contendo um milhão de caracteres (todos sabem como é gostoso digitar no celular), logo depois envias para o número informado no comercial, pagando uma taxa por isso, é claro, pois nada nessa vida é de graça. Uma alternativa à essa última é ir para o computador, entrar no site da dita empresa, aturar muito comercial e então digitar o tal do código lá num cadastro, tomando cuidado para desmarcar ali o quadrinho pequeno e no final da página onde autorizas o pessoal a te mandar em torno de cinco mil e-mails por dia.
Qualquer uma das hipóteses não são boas o bastante para mim. Eu calculo as probabilidades de ser eu o premiado entre os milhares de idio... participantes que enviaram seus códigos, eu calculo as probabilidades das empresas de telefonia ficarem mais ricas do que estavam antes da "promoção" ocorrer, eu calculo as probabilidades dos prêmios oferecidos serem ínfimos se comparados aos lucros que as empresas têm as minhas custas, eu comparo a primeira com as outras duas e ela perde de longe, eu não perco meu tempo. Dessa forma eu peço, parem de me dizer que vão me dar carros, motos, aviões, submarinos, voltem a me dar refrigerantes geladinhos e na hora, parem um pouco de tentar pegar o meu pobre dinheirinho por todos os lados e, principalmente, parem de me tratar como imbecil porque não sou (tanto).

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