sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O hormônio da burrice

Me surpreendi quando lembrei que não havia escrito nada a respeito disso. Até voltei e dei uma procurada nas postagens antigas, não achei nada, incrível! O assunto que quero tratar aqui, o comentário que quero fazer é... Eu nunca sinto pena de uma pessoa que morreu fazendo uma coisa que todo mundo sabia que era perigoso. Nem dessa pessoa, nem dos familiares que aparecem chorando e lamentando após a morte. Não sinto, pronto, lamento, mas não dá.

Fulaninho morreu congelado na metade do Everest, estavam subindo, houve uma tempestade de neve, eles ficaram presos, não foi possível se fazer um resgate. Bem feito! Por que não ficou em casa fazendo sexo, ou então jogando video-game? É o que sempre afirmo e é o que sempre pergunto.

Nunca! Nunca vi essa notícia em nenhum telejornal: "Beltraninho estava em casa, transando, após experimentar uma nova posição ele ficou preso, não foi possível fazer um resgate, ele está morto." Nunca vi essa também: "Cicrainho estava em casa jogando video-game, não conseguiu passar de tal fase, não foi possível dar continue, ele morreu junto com o personagem do jogo."

É claro que existem pessoas que vão querer argumentar que a viver é correr riscos, que ouviram falar de Fulaninho que morreu sentado no banco da praça abalroado por um submarino soviético e patati patatá. Esses sempre aparecem. Mas é tudo questão de probabilidades, meus caros, está provado estatisticamente que transar e jogar video-game matam muito menos do que escalar montanhas gigantes e geladas ou pular de uma ponte com um elástico amarrado no seu tornozelo.

O que leva as pessoas a fazerem isso? Algumas dizem que é a emoção e tals, a famosa adrenalina. Eu acho que não. Como a maioria das coisas que as pessoas fazem, elas fazem isso apenas para contar para as outras, apenas para impressionar em uma conversa. Eu consigo pensar em várias maneiras de liberar a adrenalina sem arriscar o meu pescoço. Dizer para a minha mulher que ela está gorda, por exemplo, mesmo ela não estando, só pela emoção. O máximo que vai acontecer é ela me jogar alguma coisa, nada como uma faca, nada que vá me ferir, não gravemente.

O assunto na roda é a respeito de viagens, amigo #1 fala a respeito da vez que esteve em Miami, amigo #2 comenta que não há lugar mais legal que a Amazônia, então o vencedor chega e comenta que já escalou o Everest, ou mesmo que conseguiu chegar até a metade, mas uma tempestade de neve aconteceu e é por isso que agora ele não tem os dois pés, nem o pênis, que necrosou e caiu. Todos boquiabertos, aquela morena ali do canto, ele poderia jurar que ela ia querer dar para ele, se tivesse pênis, é claro. Patético.

Um comentário:

Anônimo disse...

Hehehehe! Eu tb não tenho pena nenhuma de pessoas que se dão mal por fazerem algo totalmente estupido... Mesmo quando essa pessoa é eu mesmo...